Ganesha é o Senhor dos Começos e Grande Removedor de obstáculos, espirituais e materiais, sendo aquele que abre e guarda os caminhos. Ele é ainda o patrono das artes e das ciências e o Deus do intelecto, da sabedoria, da prosperidade e da boa fortuna. É uma das divindades mais reverenciadas na tradição védica, mas sua grande cabeça de elefante ainda causa certa estranheza para o mundo ocidental.
Tudo acerca de Ganesha possui um sentido, vejamos alguns atributos: cabeça de elefante, sabedoria, para pensar além. Orelhas grandes e boca pequena: ouve muito e fala pouco. Uma presa quebrada: representa os sacrifícios necessários para se atingir as metas. Uma grande barriga para digerir o bom e o mau da vida. Nas mãos, um machado, para cortar os apegos. Uma corda: para manter a pessoa próxima de sua meta. Uma bacia com Ladoos, doces indianos, recompensas pelo trabalho duro. Flor de lótus: a realização do mais alto objetivo da vida humana. Sob seus pés, o rato Mushika, seu veículo, simbolizando o desejo. Você só pode montar nele se o controlar, caso contrário ele causa destruição.
Cada tradição religiosa possui sua própria simbologia conforme suas raízes culturais. A forma alegórica e o misticismo da linguagem presente nos ensinamentos de cada uma delas desempenham um papel importante no campo da compreensão, ultrapassando a dimensão puramente racional da mente das pessoas.
Veja por exemplo que o Mestre Jesus ensinava a seus discípulos por meio de parábolas, usando metáforas para transmitir lições morais.
A compreensão do sagrado e de suas várias formas simbólicas de manifestação contribui para a tolerância e o respeito entre as diversas religiões. Necessário, contudo, boa vontade para pensar além e romper os obstáculos que nos separam, ao invés de nos unir, compreendendo as diferenças e reconhecendo as semelhanças.
A Verdade é uma só, mas os sábios se referem a ela por muitos nomes.
Um pequeno guia feito com muito carinho, para mostrar que, às vezes, os curiosos e diferentes Deuses Hindus talvez estejam muito mais próximos do mundo ocidental do que a gente imaginava.
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